domingo, 17 de fevereiro de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA - O truque de uma reforma que prepara um assalto ao trabalhador


JOSE CARLOS DE ASSIS
Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB
O truque de uma reforma que prepara um assalto ao trabalhador

Paulo Guedes é um sujeito de sorte. Obcecado pela ideia de assaltar a Previdência pública brasileira e transformá-la num sistema predatório de capitalização, encontrou na Presidência da República uma figura desprezível, totalmente ignorante de economia política e de solidariedade humana, que colocou a seu dispor no Congresso uma bancada de indigentes políticos que pode lhe assegurar a vitória do projeto pretendido. 

Em nenhuma outra circunstância, exceto no chiqueiro em que se transformou a vida pública brasileira em todas as instâncias de poder, surgiria alguém que ousasse liquidar desse jeito a Previdência pública.

Esqueçam idade mínima, regras de transição, benefícios mínimos etc. etc. Tudo isso, e muito mais, provavelmente será “negociado” a fim de dar aos bolsonaristas do Congresso, os “novos”, a maioria deles despreparada e ignorante, a ilusão de que estão colaborando com a reforma “necessária”. O inegociável é a generalização do sistema de capitalização através de entidades privadas. Esse é o pedaço suculento de carne que está sendo preparado para os abutres dos fundos de pensão, a fim de que se reproduza no Brasil o sistema de capitalização chileno, produto da ditadura sanguinária de Pinochet, venerada por Guedes.

Mas sua sorte não para aí. A grande imprensa brasileira, cúmplice do mercado financeiro, saúda como natural nossa adesão a um sistema especulativo, sem qualquer segurança financeira, que roubou bilhões de dólares aos fundos previdenciários chilenos, e que tem levado à rua milhões de trabalhadores em protesto contra sua espoliação.

PALÁCIO DO PLANALTO - TRANSFORMADO EM "CASA DA MÃE JOANA"

FILHOS DE PRESIDENTE ATACAM MINISTROS E FALAM POR ELE, SOBRINHO ENTRA E SAI, PARTICIPA ATÉ DE REUNIÕES RESERVADAS, MESMO SEM TER NENHUM CARGO OFICIAL NO GOVERNO.


Sobrinho do presidente foi 58 vezes ao PlanaltoMesmo sem cargo na Presidência e usando crachá de visitante, Léo Índio participa de reuniões de governo


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

LEI ONYX LORENZONI - PERDOAR CRIMES ELEITORAIS, CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E SISTEMA FINANCEIRO




Requião provoca Moro e propõe 'Lei Onyx' para perdoar crimes eleitorais

Em uma provocação ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, o senador Roberto Requião (MDB-PR) apresentou um projeto de lei estabelecendo novos critérios para a concessão de perdão judicial para quem for flagrado cometendo crimes eleitorais, contra a administração pública ou contra o sistema financeiro nacional.

O indulto seria dado, a critério do juiz, a quem demonstre arrependimento, confesse a prática do crime, apresente pedido público de perdão e de dispensa da pena. O senador incluiu no texto também a possibilidade de o perdão ser dado de ofício para quem for nomeado para o cargo de ministro.

Requião decidiu apresentar a proposta, batizada de Onyx Lorenzoni, nome do futuro ministro da Casa Civil, depois que Moro minimizou o fato de o próprio deputado ter admitido que recebeu R$ 100 mil em doações não declaradas, o chamado caixa 2, da empresa JBS para custear despesas de campanha.

Em entrevista coletiva nesta semana, Moro afirmou que admira Lorenzoni e disse que, quanto aos seus erros, "ele mesmo admitiu e tomou providências para repará-los".

"A Igreja Católica não pune porque é instrumento de redenção. Na doutrina da Igreja, sempre há a possibilidade do perdão. Agora o Moro introduziu isso na Justiça. Nem o papa é tão generoso assim. O Moro dispensou até as ave-marias como punição", afirmou Requião ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Por isso quero ajudar a viabilizar o governo do Bolsonaro, quero que eles possam se perdoar a todos", ironizou o senador.

Segundo Requião, a proposta, que está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, foi apresentada para expor as contradições que já se apresentam ao futuro governo. 

"Quero que o Senado reaja. Seus aliados vão ter que admitir que ele Moro pode agir assim ou que ele não pode perdoar ninguém. Isso vai mostrar que ele não é um juiz, mas um militante desse tipo de governo", disse. 

"Coloquei o guizo no pescoço do gato", completou.

Na exposição de motivos da proposta, Requião lembra também o caso do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que é investigado por suspeita de fraude em aplicações de fundos de pensão. "Limitar a Lorenzoni seria ato personalíssimo, que viola, portanto, o princípio constitucional da impessoalidade que deve reger a administração pública". Ele diz que ampliou o rol de crimes a serem perdoados, estendendo a crimes financeiros, justamente para abarcar a situação de Guedes.

Ironia

Na introdução, o projeto cita uma expressão em latim, "ridendo castigat mores", que significa "o riso corrige os costumes". Para o senador, "a ironia é a coisa mais eficiente contra o autoritarismo". "Se Hitler tivesse sido ironizado, ele não teria tido espaço para fazer o que fez", disse.


Nota do Blog
Admitir erro depois de delatado e de o fato ter vindo ao conhecimento público, diante da apresentação de provas irrefutáveis que cometeu o CRIME DE CAIXA DOIS, tira muito do mérito da atitude do deputado.

É inexplicável ainda, o fato dele não ter sido responsabilizado até hoje, pelo CRIME COMETIDO.

Parabéns ao Senador Requião pela IRÔNICA PROPOSTA DE LEI, que coloca o GUIZO no pescoço do GATO, e mostra bem o quanto de FALSO e hipócrita tem nessa campanha de "honestidade e moralidade" que se quer atribuir ao governo do Messias.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

JUIZ SÉRGIO MORO - EXONERAÇÃO SÓ EM JANEIRO PARA NÃO PERDER DOIS MESES DE SALÁRIO

RECEBENDO COMO JUIZ, EM NOVEMBRO E DEZEMBRO, ÀS CUSTAS DO DINHEIRO PÚBLICO, VAI ESTAR TRABALHANDO NA FORMAÇÃO DE SUA EQUIPE. OU SEJA, AÇÃO POLÍTICA DURANTE EXERCÍCIO DE FUNÇÃO PÚBLICA NO JUDICIÁRIO, O QUE NÃO É PERMITIDO.

Juristas do mundo todo já se manifestaram sobre a decisão do Juiz Sérgio Moro, que aceitou ser MINISTRO DA JUSTIÇA de Jair Bolsonaro. As críticas não são poucas nem leves, mas, o fato apenas abre espaço e dá munição para reforçar as alegações do caráter parcial e político-partidário adotado pelo futuro ex-juiz.  

Suas aparições com João Dória, sua conversa animada com Aécio Neves, as decisões tomadas as vésperas das eleições, oferecendo "MATERIAL" de campanha para adversários do PT. Como a ordem de condução coercitiva do ex-presidente Lula, o vazamento da conversa de Dilma e Lula, a retirada de sigilo do depoimento / delação de Antonio Palocci dias antes da atual eleição presidencial.

O próprio Bolsonaro admite que foi muito ajudado por Sérgio Moro.

Para alguns juristas, que já começam a se manifestar, o correto e até LEGAL, seria após a conversa formal e acerto de que assumiria o Ministério que lhe foi oferecido no futuro governo, que Sérgio Moro sacramentasse de imediato sua exoneração da MAGISTRATURA. 

Para muitos existem fortes evidências de que as partes, através de "amigos comuns" já vinham de longa data conversando. 

Mas, como esperar de Sérgio Moro, que ele abra MÃO de DOIS MESES de salário ? 

Logo ele, que durante anos recebe o AUXÍLIO MORADIA, mesmo tendo RESIDÊNCIA PRÓPRIA em Curitiba, situada pertinho do local onde TRABALHA. 

O BLOG sonha com o dia em que, HOMENS PÚBLICOS DE VERDADE, se abstenham de receber dos cofres públicos, pagamentos, verbas e gratificações, FLAGRANTEMENTE IMORAIS, mesmo quando consideradas legais.

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